Expectativa irreal do paciente é o estopim para processos estéticos.
Na cirurgia plástica com finalidade puramente estética, a jurisprudência costuma interpretar a obrigação médica como de resultado. Isso significa que o paciente não busca apenas a melhora clínica, mas uma transformação visual que muitas vezes é idealizada com base em filtros de redes sociais e fotos de referências incompatíveis com o próprio biotipo.
Quando o resultado cirúrgico final encontra as limitações reais de cicatrização, flacidez e estrutura óssea do corpo humano, a frustração do paciente rapidamente se converte em acusações infundadas de erro. Se o cirurgião não documentou previamente essas limitações durante as consultas de avaliação, a defesa pericial fica fragilizada contra alegações de promessa de resultado.
Recusar pacientes com expectativas fantasiosas e formalizar por escrito cada restrição anatômica protege o exercício da especialidade e previne desgastes na Justiça.
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